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domingo, 4 de julho de 2010

Brasilia - 50 anos - 1/5


Muito bom!
Esta matéria está em 5 etapas... esta é a primeira e as fotos e os depoimentos são sensacionais. Aí vão algumas das fotos mas a matéria completa é obrigatória..





Palácio da Alvorada (1956) - Oscar Niemeyer


Brasília Palace Hotel (1957) - Oscar Niemeyer


Palácio do Planalto (1958) - Oscar Niemeyer


A edição especial da PROJETO DESIGN, comemorativa do cinquentenário da inauguração de Brasília, apresentou uma seleção dos 50 projetos mais significativos construídos na capital ao longo dessas cinco décadas. Trata-se de uma escolha que abrange desde o Catetinho, o primeiro prédio erguido na cidade, até a nova sede da Assembleia Legislativa do Distrito Federal, que ainda não foi inaugurada. Esse apanhado vai além das obras de Oscar Niemeyer - que, como não poderia deixar de ser, é o profissional com mais trabalhos destacados, assinando 15 deles. Para a publicação, esse conjunto de edifícios foi fotografado recentemente por Leonardo Finotti, que já olha com intimidade para a cidade, onde trabalhou mais de 20 vezes nos últimos cinco anos. Uma familiaridade que lhe permite descobrir ângulos impensáveis. E foram esses ângulos inusitados que escolhemos para levar ao leitor as obras clássicas - os principais prédios da cidade, como o Congresso Nacional e a catedral. São imagens diferentes daquelas costumeiramente publicadas. Ainda nesse universo, alguns edifícios são mostrados em detalhes expressivos, como a escada do Itamaraty e a fachada lateral do Ministério da Justiça. No grupo há também prédios menos famosos, mesmo entre os arquitetos: quem conhece, por exemplo, a Escola Francesa, desenhada por Niemeyer? Ou ainda o Estádio do Gama, de Ruy Ohtake, e o Pavilhão Anísio Teixeira, de Cláudio Queiroz? Essas fotografias são acompanhadas de depoimentos, colhidos, num esforço de reportagem, por toda a equipe de redatores de PROJETO DESIGN. Com isso, fomos em busca do lado humano - não necessariamente arquitetônico - dessas obras, facetas escondidas por trás dos espaços e incomuns nos textos de análise teórica. São memórias recuperadas em episódios históricos, engraçados, emocionantes ou reflexivos acerca dos 50 edifícios. Eles surgem nas múltiplas vozes de arquitetos, paisagistas, iluminadores, jornalistas, artistas plásticos, diplomatas, entre outros. Enfim, há depoimentos que vão do rapper ao ministro. Com isso, prestamos uma homenagem aos habitantes da capital, brasilienses ou não, e aos profissionais que construíram e ainda constroem a cidade. Afinal de contas, goste-se de Brasília ou não, e independentemente dos escândalos políticos (destes com certeza ninguém gosta), a vida pulsa por trás daquelas paredes.

domingo, 14 de março de 2010

arquitetura moderna


Falar de arquitetura moderna engloba tanta coisa que é assunto para um ano de estudos eu acho.. rsrs.. é um assunto que eu adoro e vou adorar estudar... vou aos poucos.. primeiro um resumo geral e depois vou abordar cada assunto com mais detalhes..


A arquitetura moderna é o reflexo das grandes inovações técnicas que começam a surgir já no fim do século XIX. Com a revolução industrial passa-se a utilizar o ferro de maneira nunca antes vista nas construções. Materiais como o aço e o concreto armado dão aos arquitetos possibilidades inéditas de criação, o que faz com que este estilo se torne completamente diferente de tudo que se viu até então.São engenheiros os pioneiros na utilização das novas técnicas como nos arranha-céus de Chicago ou na famosa Torre Eiffel de Paris.

A fundação da escola Bauhaus de Weimar, por Walter Gropius (1883-1969), é de suma importância para o desenvolvimento da arquitetura moderna. Dentro do conceito da Bauhaus o artista não era diferente do bom artesão e é a partir desse pensamento que surge um artista até antes desconhecido, o desenhista industrial. A escola foi fechada por ordens de Hitler, não antes de resgatar para a arquitetura sua posição de arte maior, seus artistas, pelo menos grande parte deles, transferem-se para os Estados Unidos, onde darão prosseguimento à sua arte.

Bauhaus

Mies Van Der Rohe


O que melhor caracteriza a arquitetura moderna é a utilização de formas simples, geométricas, e desprovida de ornamentação, valoriza-se o emprego dos materiais em sua essência como o concreto aparente, em detrimento do reboco e da pintura. As diferenciações apresentadas nessa arquitetura variam quase de arquiteto para arquiteto, podendo-se notar semelhanças regionais, como é o caso de Frank Lloyd Wright (1867-1959), Walter Gropius, Le Corbusier (1887-1965), Oscar Niemeyer (1907-), Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969), Alvar Aalto (1898-1976), que apresentam características claramente distintas e próprias.

Casa da Cascata - Frank Lloyd Wright

A grosso modo, pode-se dividir os arquitetos em dois grupos: os organicistas, encabeçados por Frank L. Wright, que dizia que o edifício, assim como um organismo vivo, precisa crescer a partir de seu meio, deve partir da função para a forma, ao se olhar para uma construção desse tipo é muito fácil saber a que se destina. A obra mais famosa de Wright é a Casa da Cascata, em Bear Run. A casa está implantada sobre a cascata, que pode ser desfrutada de seu interior. É impressionante a integração da casa com a natureza; já os funcionais da escola de Le Corbusier subordinam a função à forma, porém, nos dois tipos, a forma está em harmonia com a função.

Le Corbusier é o autor do Le Modulor, conjunto de estudos que visa mesurar o homem e suas atividades, criando assim o conceito de ergonomia, o desenvolvimento de seu pensamento faz com que ele proponha a casa como “máquina de morar”. Sua genialidade pode ser verificada na capela de Ronchamp, na França. A maior e mais complexa invenção do homem, a cidade, passa agora a ser projetada de forma integral, e não há nada mais notável do que a construção das cidades de Chandigarh, na Índia, por Le Corbusier e Brasília, no Brasil, por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa (1902-).


http://www.coladaweb.com/artes/arquitetura/arquitetura-moderna


Isay Weinfeld

Marcio Kogan

Ângelo Bucci











sábado, 13 de março de 2010

oscar niemeyer

Nada melhor para começar meus estudos do que Oscar Niemeyer... foi o primeiro grande arquiteto em que pensei que poderia escrever...

"Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein. "
Oscar Niemeyer


Congresso Nacional


Catedral de Brasília


Palácio da Alvorada


Igreja da Pampulha



Biografia:
Niemeyer matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1929. Obteve o diploma de engenheiro arquiteto em 1934. Dois anos depois, já trabalhava no escritório de Lúcio Costa, integrando a equipe que projetou o prédio do Ministério da Educação, um marco da arquitetura brasileira.

Através de Lúcio Costa, conheceu o arquiteto franco-suíço Le Corbusier, que foi uma influência definitiva na sua vida e com quem teria oportunidade de colaborar. Também com Lúcio Costa, viajou para Nova York em 1939 para projetar o Pavilhão do Brasil na Feira Mundial que acontecia naquela cidade.

O ano seguinte reuniu Niemeyer ao político Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, que o convidou para projetar o Conjunto da Pampulha - obra que o arquiteto até hoje considera uma de suas favoritas.

Niemeyer ingressou no Partido Comunista Brasileiro em 1945 e essa opção política veio a lhe criar diversos problemas. Em 1946, foi convidado a dar um curso na Universidade de Yale nos Estados Unidos, mas não pôde entrar no país. No entanto, no ano seguinte, ganhou por unanimidade o concurso para a construção da sede da Organização das Nações Unidas em Nova York e obteve o visto de entrada para desenvolver seu projeto.

No início da década de 1950 projetou o parque do Ibirapuera e o Edifício Copan, que se tornariam cartões-postais da cidade de São Paulo. Também viajou pela primeira vez à Europa, participando do projeto para a reconstrução de Berlim.

Um monumento no planalto Central
Juscelino Kubitschek assumiu a Presidência da República em 1º. de janeiro de 1956. Entre outros projetos, pretendia construir uma nova capital no planalto Central do país e encarregou Niemeyer de organizar o concurso para a escolha do plano-piloto de Brasília, vencido por Lúcio Costa.

Em poucos meses, Oscar Niemeyer projetou o Palácio da Alvorada, o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, a Catedral, os prédios dos Ministérios, além de edifícios residenciais e comerciais da nova capital, inaugurada em 21 de abril de 1960, embora as festividades tivessem começado na véspera.

***ahhhhhhh......... preciso conhecer Brasilia***

No início dos anos 60, foi nomeado coordenador da Escola de Arquitetura da recém-fundada UnB (Universidade de Brasília), que tinha como reitor o antropólogo Darcy Ribeiro. Em 1964, foi surpreendido em Israel pela notícia dogolpe militar de 31 de março no Brasil. Ao retornar ao país, em novembro, foi chamado a depor no famigerado DOPS - Departamento de Ordem Política e Social, um dos principais órgãos de repressão política da ditadura militar.

Exílio e abertura
Em 1965, juntamente com outros 200 professores, Niemeyer deixou a UnB em protesto contra a nova política universitária do governo. Praticamente impedido de trabalhar no Brasil, o arquiteto transferiu-se para Paris, onde projetou a sede do Partido Comunista Francês. Além de projetos na Itália (sede da Editora Mondadori) e na Argélia (Universidade de Constantine, Mesquita de Argel), acompanhou exposição sobre sua obra na Europa.

No início da década de 1980, com o abrandamento ou distensão política da ditadura militar, a chamada "abertura lenta, segura e gradual", Oscar Niemeyer voltou ao Brasil. Em 1980 mesmo, projetou o Memorial Juscelino Kubitschek em Brasília. Quatro anos depois, sob o governo de Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, projetou o Sambódromo. Em 1987, o Memorial da América Latina em São Paulo.

Sua produtividade é impressionante: em 1991 projetou o Museu de Arte Contemporânea de Niterói e ao longo dos dez anos finais do século 20 criou várias outras obras importantes. Não interrompeu seu trabalho nos primeiros oito anos do século 21, desenvolvendo projetos no Brasil, em Oslo (Noruega), em Moscou e em Londres. Mantém-se produtivo e lúcido.

O lado humano
No plano pessoal, casou-se com Annita Baldo, em 1928, com quem teve somente uma filha Anna Maria Niemeyer. Niemeyer tem cinco netos, treze bisnetos e quatro trinetos. Segundo depoimento do arquiteto, foi o casamento que o fez compreender a responsabilidade e o direcionou para o trabalho com seriedade.

Não se pode concluir uma biografia sua sem destacar seu caráter e generosidade: foi um homem corajoso que não hesitou em desprezar honrarias em prol de suas idéias, tendo se desligado da Academia Americana de Artes e Ciências em protesto contra a guerra do Vietnã. Além disso, fez diversos projetos gratuitamente, em benefício das causas que inspiravam sua construção.

Também colaborou na manutenção do líder comunista Luís Carlos Prestes, que não dispunha de renda própria na velhice. Vale lembrar que ambos se desligaram do Partido Comunista Brasileiro em 1990, por discordar dos rumos que a agremiação tomava.



Em 2009 fui conhecer Curitiba e não podia deixar de ir no Museu Oscar Niemeyer.
Sensacional...