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segunda-feira, 29 de março de 2010

Visita à casa modernista em SP


aí vai a dica...



O Museu da Casa Brasileira (MCB) inicia no sábado (27) a atividade “Visita guiada Warchavchik” à casa modernista da rua Itápolis, no bairro do Pacaembu, em São Paulo (SP). Ali, será aberta a exposição “Modernista 80 anos” nesta sexta-feira (26), mesma data em que inaugurou em 1930 a “Exposição de uma Casa Modernista”.

Com projeto do arquiteto ucraniano naturalizado brasileiro Gregori Warchavchik, a casa da rua Itápolis abrigou, em sua inauguração em 26/3/1930, a “Exposição de uma Casa Modernista”. Pela primeira vez no país, houve a reunião de diferentes artes visuais, como pintura e escultura, dentro de uma casa em estilo arquitetônico modernista e com uma decoração também modernista, e num jardim tropical de autoria da esposa do arquiteto, Mina Klabin Warchavchik. A casa é tombada como patrimônio histórico pelos órgãos das instâncias municipal, estadual e federal.

Restaurada por iniciativa da família Warchavchik, a casa modernista reúne mobiliário, filme e dezenas de fotografias das décadas de 30 e 40. A curadoria geral é de Carlos Eduardo Warchavchik, os textos sobre arquitetura são de José Correia Tavares de Lira e, a curadoria fotográfica, de Ricardo Mendes. O arquiteto Paulo Mauro Mayer de Aquino é o responsável pela organização do acervo, iniciada em 2005 e que resultou nesta exposição. No MCB haverá uma pequena mostra com maquetes, documentos originais e fotos, curados pela arquiteta Ilda Diniz Castello Branco.

No MCB, haverá duas maquetes: a da casa da rua Santa Cruz e, outra, do interior da casa da rua Itápolis, recriando a ambientação da exposição de 1930, ambas cedidas pela Pinacoteca do Estado. Em fotos, pode-se ver a casa modernista com sua arquitetura e paisagismo originais; a festa de inauguração com a presença de Mina Klabin, Oswald de Andrade, Mario de Andrade, Guilherme de Almeida; a decoração da casa com peças como pinturas de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Lasar Segall, escultura de Victor Brecheret, móveis e luminárias desenhadas por Warchavchik e tapetes do período Bauhaus. Também haverá um catálogo da exposição de 1930 e fotos de outras casas projetadas pelo arquiteto Warchavchik, como as da rua Bahia e rua Santa Cruz, ambas em São Paulo, e da rua Toneleros, no Rio de Janeiro (RJ).

Além da casa e do jardim restaurados, estarão em exposição cerca de 25 móveis e objetos desenhados por Warchavchik, alguns presentes na mostra de 1930.

A “Visita guiada Warchavchik”, acompanhada por educadores do MCB, é uma oportunidade rara de conhecer uma obra emblemática do modernismo. Através da casa ou de plantas arquitetônicas expostas, estará explicitada a fragilidade do patamar técnico e industrial vigente no país em 1930, e as concessões e adaptações necessárias para se apropriar do repertório “moderno” naquele contexto.

Podem ainda ser admiradas 20 plantas de projetos de Warchavchik, realizadas no período de 1920 a 1940, como a da residência de Felicíssima Assunção Lara; apartamento em Copacabana; oito casas populares na rua São Samuel, Vila Mariana; nove casas populares na rua Turiassu; conjunto de casas na rua D. Bertha, Vila Mariana; oito projetos de móveis; parque modernista da Vila Mariana. Em destaque, as plantas da casa modernista da rua Itápolis.

Em formato digital, haverá um pequeno filme feito na casa durante a exposição de 1930 de cerca de 5 minutos, intercalado com fragmentos do Neues Leben ou Das Neue Wohnen (novos amores ou a nova moradia), de Hans Richter (1930), contendo cenas de casas de Gregori Warchavchik. O automóvel usado por ele, da marca Ford, ano 1934, também faz parte da mostra.

O Warchavchik fotógrafo retratista de pessoas públicas, familiares ou anônimos, com um enquadramento, luz e tratamento muito característicos dos anos 40, se revela em cerca de 30 fotografias inéditas, ampliadas digitalmente. Ali, se vê o quarto de criança na casa modernista; parque modernista da Vila Mariana, construído em 1927; nove fotos do parque modernista nos anos 40. Também estarão em exposição cerca de 30 fotos, estilo portraits, dos anos 40.

Serviço
Visita guiada Warchavchik
Datas: 27 e 28 de março de 2010; 3 e 4 abril; 10 e 11 abril; 17 e 18 de abril, com saída do Museu da Casa Brasileira até rua Itápolis, 961, no Pacaembu
Vagas: 22 lugares para cada visita
Inscrições: (11) 3032-2564
Ingresso: Gratuito

Mostra no Museu da Casa Brasileira
Data: de 23/3/2010 a 18/4/2010
Endereço: Avenida Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano, São Paulo (SP)
Informações: (11) 3032-3727 www.mcb.org.br

Mostra Modernista 80 anos na Casa Modernista
Data: de 26/3/2010 a 21/4/2010
Local: Rua Itápolis, 961 Pacaembu, São Paulo (SP)
Horários: de quarta a sexta-feira, das 13h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Ingresso: Gratuito
Informações: (11) 3661-5066

domingo, 14 de março de 2010

arquitetura moderna


Falar de arquitetura moderna engloba tanta coisa que é assunto para um ano de estudos eu acho.. rsrs.. é um assunto que eu adoro e vou adorar estudar... vou aos poucos.. primeiro um resumo geral e depois vou abordar cada assunto com mais detalhes..


A arquitetura moderna é o reflexo das grandes inovações técnicas que começam a surgir já no fim do século XIX. Com a revolução industrial passa-se a utilizar o ferro de maneira nunca antes vista nas construções. Materiais como o aço e o concreto armado dão aos arquitetos possibilidades inéditas de criação, o que faz com que este estilo se torne completamente diferente de tudo que se viu até então.São engenheiros os pioneiros na utilização das novas técnicas como nos arranha-céus de Chicago ou na famosa Torre Eiffel de Paris.

A fundação da escola Bauhaus de Weimar, por Walter Gropius (1883-1969), é de suma importância para o desenvolvimento da arquitetura moderna. Dentro do conceito da Bauhaus o artista não era diferente do bom artesão e é a partir desse pensamento que surge um artista até antes desconhecido, o desenhista industrial. A escola foi fechada por ordens de Hitler, não antes de resgatar para a arquitetura sua posição de arte maior, seus artistas, pelo menos grande parte deles, transferem-se para os Estados Unidos, onde darão prosseguimento à sua arte.

Bauhaus

Mies Van Der Rohe


O que melhor caracteriza a arquitetura moderna é a utilização de formas simples, geométricas, e desprovida de ornamentação, valoriza-se o emprego dos materiais em sua essência como o concreto aparente, em detrimento do reboco e da pintura. As diferenciações apresentadas nessa arquitetura variam quase de arquiteto para arquiteto, podendo-se notar semelhanças regionais, como é o caso de Frank Lloyd Wright (1867-1959), Walter Gropius, Le Corbusier (1887-1965), Oscar Niemeyer (1907-), Ludwig Mies van der Rohe (1886-1969), Alvar Aalto (1898-1976), que apresentam características claramente distintas e próprias.

Casa da Cascata - Frank Lloyd Wright

A grosso modo, pode-se dividir os arquitetos em dois grupos: os organicistas, encabeçados por Frank L. Wright, que dizia que o edifício, assim como um organismo vivo, precisa crescer a partir de seu meio, deve partir da função para a forma, ao se olhar para uma construção desse tipo é muito fácil saber a que se destina. A obra mais famosa de Wright é a Casa da Cascata, em Bear Run. A casa está implantada sobre a cascata, que pode ser desfrutada de seu interior. É impressionante a integração da casa com a natureza; já os funcionais da escola de Le Corbusier subordinam a função à forma, porém, nos dois tipos, a forma está em harmonia com a função.

Le Corbusier é o autor do Le Modulor, conjunto de estudos que visa mesurar o homem e suas atividades, criando assim o conceito de ergonomia, o desenvolvimento de seu pensamento faz com que ele proponha a casa como “máquina de morar”. Sua genialidade pode ser verificada na capela de Ronchamp, na França. A maior e mais complexa invenção do homem, a cidade, passa agora a ser projetada de forma integral, e não há nada mais notável do que a construção das cidades de Chandigarh, na Índia, por Le Corbusier e Brasília, no Brasil, por Oscar Niemeyer e Lúcio Costa (1902-).


http://www.coladaweb.com/artes/arquitetura/arquitetura-moderna


Isay Weinfeld

Marcio Kogan

Ângelo Bucci